quarta-feira, 17 de março de 2010
Diferentes concepções de história da linguística
* História das Mentalidades: sistema de crenças, de valores e de representações próprias a uma época ou grupo, designada na historiografia francesa de história das mentalidades. Tem como objetivo resgatar essas representações.
Ex.: o novo é melhor que o antigo.
* História das Ideias: segundo Veyne, essa história busca "resgatar, sob as práticas visíveis ou os discursos, conscientes, a gramática 'oculta' ou 'imersa' que os justifica".
* História das Mentalidades X História das Ideias: o objeto histórico fundamental é a mentalidade coletiva que regula as representações e julgamentos dos atores sociais. Por outro lado, a para a história intelectual clássica, o objeto fundamental é uma ideia, construção consciente da mente.
* Historiografia: é a maneira pela qual a história foi escrita.
terça-feira, 16 de março de 2010
Linguística no Brasil
Não há uma linguística genuinamente brasileira, por isso em nosso país essa linguística depende de modelos americanos e europeus. Por isso se designa o nome dessa disciplica como Línguística no Brasil e não do Brasil.
Não podemos deixar de lado nomes de pessoas que contribuíram pra que pudesse ocorrer o desenvolvimento dessa linguística em nosso país, entre eles temos:
--> Antenor Nascente: primeiro a construir um atlas linguístico no Brasil.
-->Amadeu Amaral: mapeou o dialeto caipira no interior de São Paulo.
Temos também as fases:
* Fase Gramatical: construção de gramáticas.
*Fase Filológica: recuprar textos antigos. Trabalha mais com a interpretação do que com a evolução.
*Fase Dialetológica: fase em que Amadeu do Amaral fez o mapeamento do dialeto caipira.
*Fase da Crítica Textual: trabalha com todo e qualquer documento manuscrito, tentando pensar de acordo com os séculos. (Trabalha mais com a evolução.)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Funcionalismo
- O postulado funcionalistico
As abordagens ão distintas, não se pode reuni-las num único modelo.
A linguagem é um instrumento de comunicação e interação social e deve ser descrita, explicada a partir do esquema efetivo da interação verbal.
O sistema é modelado a partir das exigências, das necessidades dos falantes.
- Gramática
A relação entre os constituintes são distribuídas em 3 funções:
- Sintática: especifica a perspectiva da qual é apresentada pelo "estado da coisa" na expressão linguística.
- Semântica: especifica os papéis que exercem os referentes dentro do "estado da coisa" designado pela predicação em que ocorre.
- Pragmática: especifica o estatuto informacional dos constituintes dentro do contexto mais abrangente que eles ocorrem.
- Padrão de ordenação
Função comunicativa diferente.
Os termos não exigidos pelo predicativo são chamados de satélite.
P1 (v) S (v) O (v) x onde:
P1: pode ser pronomes, conjunções. É chamado de função tópico -> função pragmática - é o foco, carrega a informação mais importante da frase.
(v): variações do verbo na oração.
O: complemento do verbo.
x: elemento circunstancial.
A língua é um investimento de interação social -> efeitos de sentido entre interlocutores (pra quem fala, o que fala, como se fala, onde fala).
No estruturalimos tem-se:
A língua = expressão de pensamento
Ex.: Os sem terra, invadiram a fazenda. --> Narrativa.
Onde:
- Os sem terra --> sujeito.
- invadiram a fazenda --> predicado verbal.
- a fazenda --> objeto direto.
A língua = sistema do signo
Ex.: Os sem terra invadiram a fazenda. -->Descritiva
Onde:
- Os sem terra --> sintagma nominal, no qual "Os" é o determinante.
- invadiram a fazenda --> sintagma verbal, no qual "a fazenda" é o sintgma nominal.
No gerativismo tem-se:
A língua = faculdade --> Explicativa.
O sintagma oracional que é dividido em:
- Sintagma nominal, que se divide em: determiante e nome.
Sintagma verbal, que se divide em: verbo e sintagma verbal, que por sua vez é dividio em determinante e nome.
Ex.: Os sem terra invadiram a fazenda.
No materialismo tem-se:
Visão interpretativa, língua = manifestação da ideologia.
Diferentes lugares sociais constituem em uma das condições de produção do discurso.
Os valores são veiculados.
No funcionalismo tem-se:
Linguagem em uso, em interação.
Língua = uso/ideologia.
Levando em consideração o sujeito, as situações em que estão envolvidas.
Ex.: Os sem terra, eles invadem a fazenda.
- Os sem terra --> tópico
- eles invadem a fazenda --> comentário.
A partir de dados, observa-se que a língua portuguesa se organiza em tópico e comentário.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Acontecimento Discursivo
- Acontecimento: ponto de encontro entre uma atualidade e uma memória
- Arquivos: orais e escritos.
- Análise da tensão entre descrição e interpretação.
- Enunciados que remetem a um memso afto mas não constroem a mesma significação.
- O estatuto das discursividades que trabalham o acontecimento, entrecruzando proposição de aparências logicamente estáveis e formulações irremediavelmente equívocas.
- Enunciados logicamente estabilizados: 2+2 = 4.
- Enuciados não-logicamente estabilizados: Os sem terra são invasores de terra.
- Existe um real próprio da língua.
As exclusões Saussurianas
- o sujeito
- a história
- o referente
O princípio da subordinação da significação ao valor pode ser considerado como o centro da ruptura saussuriana.
A língua é um sistema e não uma nomenclatura. Por exemplo, para o único termo louer (alugar) em francês ( tal qual em português) há dois valores em alemão mieten e viemiten.
Os elementos linguísticos por serem puramente diferenciais valem não pela positividade de seu conteúdo, mas negativamente por suas relações com outros termos do sistema. Sua característica mais exata é ser o que os outros não são.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
As diferentes análises do discurso
Análise do discurso de orientação francesa :
- Michel Pêcheux: analisa as relações entre discurso e ideologia. A inscrição da língua na história.
- Michel Foucault: analisa as condições de possibilidade de irrupção dos discursos.
- Mikail Backhtin: analisa a contrução dos discursos na relaçõa entre o "eu" e o "outro". Uma arena de luta entre dificuldades às vezes.
- Norman Fairclough: analisa como as estruturas sociais se materializam em práticas discursivas.
O discruso tem como objetivo, não como mensagem, pois assim se apaga os poderes, colocando enunciador e enunciatário num mesmo plano.
Linguagem = discurso :
- traduz em luta, disputa, tensão, polêmica.
- pelo que se luta, o diretio de enunciar.
Discurso como processo discursivo
- O discurso não se dá na evidência, é preciso desconstruir a dicursividade para tentar aprendê-lo.
- A base linguística é a mesma, o que muda ão as condições de produção. Quem fala; o que fala; por que fala; como fala; para quem fala; em que suporte fala.
- Formações imaginárias. Imagens feitas de um referente por enunciador e enunciatário.
- Formação ideológica e discursiva.
- A primazia teórica e prática de inter sobre o intradiscurso.
- As heterogeneidades dicursivas:
-> constitutiva
-> mostrada: marcada ou não-marcada.
Aquele que morreu na cruz nunca existiu.
Em vermelho tem-se um discurso pré-construído, o cristão. Já em azul tem-se um discurso transverso, um ateu.
A organização do pré-construído em outro discurso -> discurso transverso = interdiscurso.
Pêcheux: formação discursiva (FD) -> lugares ideológicos que determinam objetos diferentes.
Materialismo
- Estruturalista: só descreve as regularidades da língua.
Ex.: Os menino -> Sintagma Nominal, no qual "os" é determinante e "menino" é nome.
- Gerativista: busca as explicações para os fatos linguísticos.
Ex.: Porque no português costumamos marcar o plural apenas no primeiro elemento.
O meninos -> agramtical em português.
The boys -> gramatical em inglês
- Materialista: a língua tem uma estrutura própia, porém possui autonomia relativa. Para eles, não é possível pensar no significado linguístico sem levar em conta as determinações históricas e sociais. Para eles, há uma ordem discursiva e histórica que não pofem ser superpostas umas as outras.
Princípios de controle e rarefação dos discursos:
- Relação do linguístico com a sociedade e com a história.
- No nível do significado que as questões externas se fazem mais presentes.
- Tenta descrever e interpretar as condições em qe o discurso pode ser dito.
- Pensa o que possibilita que um discurso ganhe o status de legitimidade.
- Há algo que regula o que pode e deve ser dito.