- Acontecimento: ponto de encontro entre uma atualidade e uma memória
- Arquivos: orais e escritos.
- Análise da tensão entre descrição e interpretação.
- Enunciados que remetem a um memso afto mas não constroem a mesma significação.
- O estatuto das discursividades que trabalham o acontecimento, entrecruzando proposição de aparências logicamente estáveis e formulações irremediavelmente equívocas.
- Enunciados logicamente estabilizados: 2+2 = 4.
- Enuciados não-logicamente estabilizados: Os sem terra são invasores de terra.
- Existe um real próprio da língua.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Acontecimento Discursivo
As exclusões Saussurianas
- o sujeito
- a história
- o referente
O princípio da subordinação da significação ao valor pode ser considerado como o centro da ruptura saussuriana.
A língua é um sistema e não uma nomenclatura. Por exemplo, para o único termo louer (alugar) em francês ( tal qual em português) há dois valores em alemão mieten e viemiten.
Os elementos linguísticos por serem puramente diferenciais valem não pela positividade de seu conteúdo, mas negativamente por suas relações com outros termos do sistema. Sua característica mais exata é ser o que os outros não são.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
As diferentes análises do discurso
Análise do discurso de orientação francesa :
- Michel Pêcheux: analisa as relações entre discurso e ideologia. A inscrição da língua na história.
- Michel Foucault: analisa as condições de possibilidade de irrupção dos discursos.
- Mikail Backhtin: analisa a contrução dos discursos na relaçõa entre o "eu" e o "outro". Uma arena de luta entre dificuldades às vezes.
- Norman Fairclough: analisa como as estruturas sociais se materializam em práticas discursivas.
O discruso tem como objetivo, não como mensagem, pois assim se apaga os poderes, colocando enunciador e enunciatário num mesmo plano.
Linguagem = discurso :
- traduz em luta, disputa, tensão, polêmica.
- pelo que se luta, o diretio de enunciar.
Discurso como processo discursivo
- O discurso não se dá na evidência, é preciso desconstruir a dicursividade para tentar aprendê-lo.
- A base linguística é a mesma, o que muda ão as condições de produção. Quem fala; o que fala; por que fala; como fala; para quem fala; em que suporte fala.
- Formações imaginárias. Imagens feitas de um referente por enunciador e enunciatário.
- Formação ideológica e discursiva.
- A primazia teórica e prática de inter sobre o intradiscurso.
- As heterogeneidades dicursivas:
-> constitutiva
-> mostrada: marcada ou não-marcada.
Aquele que morreu na cruz nunca existiu.
Em vermelho tem-se um discurso pré-construído, o cristão. Já em azul tem-se um discurso transverso, um ateu.
A organização do pré-construído em outro discurso -> discurso transverso = interdiscurso.
Pêcheux: formação discursiva (FD) -> lugares ideológicos que determinam objetos diferentes.
Materialismo
- Estruturalista: só descreve as regularidades da língua.
Ex.: Os menino -> Sintagma Nominal, no qual "os" é determinante e "menino" é nome.
- Gerativista: busca as explicações para os fatos linguísticos.
Ex.: Porque no português costumamos marcar o plural apenas no primeiro elemento.
O meninos -> agramtical em português.
The boys -> gramatical em inglês
- Materialista: a língua tem uma estrutura própia, porém possui autonomia relativa. Para eles, não é possível pensar no significado linguístico sem levar em conta as determinações históricas e sociais. Para eles, há uma ordem discursiva e histórica que não pofem ser superpostas umas as outras.
Princípios de controle e rarefação dos discursos:
- Relação do linguístico com a sociedade e com a história.
- No nível do significado que as questões externas se fazem mais presentes.
- Tenta descrever e interpretar as condições em qe o discurso pode ser dito.
- Pensa o que possibilita que um discurso ganhe o status de legitimidade.
- Há algo que regula o que pode e deve ser dito.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Exercício
R.:As evidências que sustentam esse pressuposto são: todos posuem uma língua natural; todos as línguas possuem um grau de complexidade; o processo de aquisição da língua por uma criança ocorre muito rapidamente; pobreza de estímulo (se aprende pouco para falar a língua)
2)A linguagem humana no entendimento de Noam Chomsky baseia-se em uma propriedade elementar chamada propriedade da infinitude discreta. Explique o que vem a ser tal propriedade.
R.:Essa propriedade permite que com um número finito de princípios básicos de elementos da língua, somos capazes de produzir infinitas sentenças. Essa capacidade é biológica e é exclusiva dos seres humanos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Resenha
Introdução à Lingüística
Os seres humanos têm como parte central de sua competência lingüística saber como se estrutura os itens lexicais de uma língua natural. Sendo que, essa competência é uma propriedade inata a qualquer falante de uma língua natural. Tal propriedade nos permite então, por meio da intuição, agrupar itens lexicais de acordo com conceitos gramaticais que os fazem compartilhar e diferenciar um nome de um verbo, por exemplo.Essa competência lingüística que temos também nos ajuda a perceber que sentenças de nossa língua não são apenas um aglomerado “inordenado” de itens lexicais em uma sequência linear, mas sim, que há uma ordem na estrutura da sentença, sendo esta hierárquica. Para que o ser humano defina as categorias gramaticais as quais os itens lexicais pertencem, existem as propriedades morfológicas, distribucionais e semânticas. Essas propriedades nos permitem agrupar os itens lexicais de uma língua em categorias que passam a ser definidas exatamente pelo fato de que os itens que as integram compartilham tais propriedades lexicais. Em outras palavras, cada grupo de itens lexicais que exibe um comportamento comum, corresponde a uma categoria gramatical. Em Introdução à Lingüística, Fiorin distingue as propriedades inerentes aos verbos, adjetivos, substantivos e advérbios.
Os verbos são os únicos que flexionam em tempo, modo, numero e gênero. Os adjetivos e os substantivos flexionam em gênero e numero, sendo que eles integram constituintes nominais ou são constituintes que têm a característica de atribuir uma propriedade a um constituinte nominal. Quanto aos advérbios, temos que eles compartilham a propriedade de não concordar em gênero e numero com nenhum outro constituinte. Entretanto, advérbios terminados em –mente e advérbios de tempo, lugar, modo e etc. diferem quanto às propriedades distribucionais, embora não deixem de ser advérbios.
Para a formação de sentenças, ocorre um agrupamento de constituintes que são unidades de elementos lexicais que se estruturam sucessivamente formando unidades cada vez mais complexas, chegando ao nível da sentença. Para comprovar que a sentença é uma estrutura hierárquica de constituintes, Fiorin lista evidências sintáticas, atentando para as possibilidades de distribuição desses constituintes em diversas posições na sentença. Para isso, ele utiliza os recursos da topicalização, clivagem e passivização. Os movimentos evidenciam o fato de que a sentença é estruturada em constituintes, precisamente porque não é possível deslocarem-se partes de constituintes, nem seqüências que não formem um constituinte. É importante observar que até em respostas curtas, só constituintes servem como fragmentos de sentença â essas respostas.
Fiorin ainda relata sobre a ambigüidade. Para ele, ela só acontece em uma sentença pela possibilidade de apresentar diferentes estruturas sintáticas. Construções que movem ou substituem constituintes revelam possibilidades de significados inequívocos, evidenciando o caráter estritamente sintático da ambigüidade da sentença.
O autor ainda relata sobre predicados e argumentos, levando em conta que a língua natural é uma expressão do pensamento. Dessa forma, podem-se caracterizar com argumentos do predicado os elementos que satisfazem as exigências de combinação dos predicados e que desempenham papéis específicos determinados por ele. Os predicados podem ser verbos, nomes, preposições, adjetivos e advérbios, que nesse caso, determinam o número de participantes da situação que expressam, as características que esses participantes devem ter e o papel que cada um deles desempenha na situação.É importante enfatizar que a noção de predicado que estamos usando não corresponde exatamente à noção de predicado de que faz uso a gramática tradicional. Predicados aqui são itens capazes de impor condições sobre os elementos que com eles compõem o constituinte do qual são núcleos.
















